05 setembro 2015

Post só para o "mais-que-tudo"


Às vezes é preciso dizer ao Mundo aquilo que sentimos. Não porque tenha de provar alguma coisa, mas porque não haverá neste planeta forma melhor de provarmos aos outros o quão são especiais. Mesmo que pudesse fazer pessoalmente, acharei sempre que esta minha veia poética dá muito mais valor à palavra escrita. Eternizar aquilo que sentimos, neste caso com um pouco dos dois mundos. A minha palavra escrita e uma imagem dedicada a ti, porque serás sempre aquele fotógrafo que conheci há tantos, tantos anos atrás, e que me virou o mundo do avesso.

Parabéns pelos teus 43 anos, dos quais cerca de 20 eu vi de perto. Quase que crescemos juntos e aprendemos tanto um com um outro. Somos obviamente muito diferentes, tu vives com os pés bem assentes na terra, e eu sou a eterna sonhadora que passo a maior parte da vida a saltitar por entre as nuvens fofas do céu azul. 

Aprendi tanto contigo. Aprendi a ser moderada e um pouco mais paciente. Aprendi a descer das nuvens mais vezes do que contava e a pensar no futuro como um investimento a longo prazo. Aprendi que o mundo não é cor-de-rosa como fazia nos meus sonhos. Aprendi contigo a olhar para tudo de forma mais racional e menos ingénua.

Ensinaste-me tanto. Aprendi a apreciar todas as artes noutra perspetiva. Aprendi que pode ser tão bom viajar num Fiat Uno velho com uma tenda na mala, latas de comida e sem planos de paragens, como ficar num hotel de 5 estrelas. Aprendi que podia perder tempo a tentar conhecer uma pessoa tão diferente de mim. E eu dei-te essa oportunidade e esse tempo, e no fundo, tu deste-me também a mim.

Nem sempre tudo foi fácil, mas foi tão bom perder tempo a conhecer-te. És um ser humano muito intenso e sempre transparente comigo ao longo destes anos todos, e não é para todos. No fim da caminhada, tinha a tal joia que me falavas há 20 anos que eu podia encontrar. 

Talvez nunca te tenha dito o quão especial és para mim, talvez seja mal interpretada muitas das vezes, mas aqui estou eu a escrever-te assim em jeito de carta de amor, para todo o mundo ouvir. 

És especial para mim, continuas a virar o meu mundo ao contrário, e eu... E eu continuo a adorar. 

Espero que gostes da fotografia que nem viste que tirei, num dia que fomos passear e como sempre deixas-me pendurada e vais fotografar ou filmar. Mas não, não me estou a queixar, nem podia ser de outra maneira. És tu, e a tua máquina faz parte da ti. Nada tenho contra, pois já me habituei. Só assim é que teria 20 anos da minha vida retratada em imagens. Obrigada!

PARABÉNS!

8 comentários:

  1. Obrigado, adorei. Tens sido o meu fotómetro. Tanto nos meus momentos Sobre-Expostos como nos Sub-Expostos.

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    1. Sempre pragmático, mas contido na demonstração das suas emoções. Conheço-te tão bem e sei exatamente aquilo que queres dizer. bjs e para o ano há mais.

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  2. Que bonito! Espero q o mais q tudo adore 😘

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    1. Das palavras escritas ele espera sempre, mas surpreendi-o com a fotografia que raramente lhe tiro, pois é sempre ele o fotografo cá de casa e nunca aparece nas fotos :) Obrigada Ondina, bjs

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  3. Lindo texto! E o melhor é que sei que tudo isto é verdade, nesse teu coração imenso! Parabéns pela coragem desta carta de amor! Bjs da afilhada

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    1. Bem, agora estou aos papeis. Por momentos Lena pensei que era tu. Pois conheces-me bem e conheces a nossa história mais que ninguém. Agora és minha madrinha e terminaste com bjs da afilhada? Enganaste?

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  4. Olá Carla,
    sou tua seguidora e venho confessar que só agora li algumas das tuas publicações e é raro deixar comentário. Eu costumo retribuir os comentários nos blogues de quem mos envia, embora agora não o tenha feito por razões de escassez de tempo. Vim aos Açores visitar o meu irmão e o tempo que passo no blog não é tanto como quando estou em Coimbra, só com a minha rotina.
    Mas este preâmbulo pouco interessa! O que quero dizer é que vi receitas muito boas, mas este post intimista está muito belo e é aqui que deixo o comentário. Se me responderes, fá-lo no um dos meus blogues, está bem? É que depois não sei se me contactaste e como deixo muitos comentários por vários blogues, não os revisito para saber a resposta. às vezes lá calha encontrar a resposta quando volto... mas raramente o faço. São manias de velha!...
    Admirei o que escreveste, aliás o que escreves antecedendo as fotos dos apetitosos pratos confecionados que mostras.
    Vou passar por aqui mais vezes e espero que espreites os meus dois blogues.
    Beijinhos e votos de muitas felicidades junto do teu elegante e belo (presumo!) fotógrafo.

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    1. Olá Teresinha, não te preocupes, aparece sempre que te apetecer. São tantos os blogues para visitar que já não dá para deixar comentários em todos. Mas pelas visitas percebemos que continuamos a ter companhia no blogue, o que me sabe muito bem, como calculo que a ti também. Agora vamos falar de Coimbra, porque os Açores infelizmente não conheço a não ser por fotos. Coimbra trás me boas recordações. Visitei muitas vezes quando havia os "Encontros de Fotografia", como eu me diverti... Olha agora fiquei com saudades de Coimbra. Agora o teu elogio, muito obrigada do coração! Fico sempre muito grata pelas palavras e até um pouco emocionada, pois escrevo para mim e perco a noção que as minhas palavras chegam a mais pessoas que não eu. Sim, eu estou sempre com o meu fotógrafo. Não há nada que nos faça desistir. Beijinho grande grande (se vieres aqui tens a resposta, se for lá também tens, que isto não são cá manias eheheh

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