31 agosto 2015

Perninhas de frango no tacho com tomate, alecrim e tomilho

Gosto de ter sempre em casa perninhas de frango prontas a usar, pois nunca se sabe o dia que vou acordar com mais preguiça que uma preguiça de verdade. Colocar tudo dentro de um tacho não significa que não seja boa comida. É comida de conforto, que nos aquece a alma e nos alimenta mais ainda a preguiça destes dias de Agosto, já com cheiro a regresso às aulas em breve.


28 agosto 2015

Crepes doces de amêndoa

Um dia destes recebi um convite para comer um cozido à portuguesa. Alguém ouviu os meus desejos e tratou de preparar um, mesmo que fosse no mês que ninguém se lembra obviamente de cozido à portuguesa. Sou efetivamente uma nora muito mimada, tão mimada que sinto que tenho duas mães. Embora lhe diga muitas vezes que mãe só há uma, e ninguém ocupa o lugar da minha. Claro que digo isto em jeito de brincadeira, pois se há noras privilegiadas sou eu. Ainda me lembro quando engravidei, imaginem quem é que eu enjoei? Podia ter enjoado figos, presunto ou queijo roquefort, mas não, enjoei de uma forma bem dramática a mãe do "mais-que-tudo", de tal forma, que passei a gravidez com uma enorme vontade de lhe bater. Sempre que a via só me apetecia saltar-lhe para o pescoço, mal ela abria a boca. Só me apercebi disso muitos meses depois do "piolho" nascer e com as hormonas a voltarem ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. Hoje brincamos com esses tempos e somos grandes amigas, amigas de verdade, daquelas que têm segredos e que nem precisam falar para perceberem o que vamos dizer. Ela esteve sempre à minha espera e nunca me abandonou, provavelmente porque calcularia que um dia eu voltaria a mim e ela também não ficaria a perder por esperar. Sou de facto uma sortuda, e hoje em dia não faço por menos, quero ter ao meu lado pessoas fiéis e verdadeiras. E no dia que saboreei o seu tão famoso cozido, ela disse-me que andava com saudades de crepes e se eu não lhe fazia uns. E assim foi, no dia a seguir fiz-lhe crepes e levei-lhe de bom grado, porque pedidos destes nunca nego!

27 agosto 2015

Creme aveludado de aipo

Um Agosto que mais parece um Setembro. Não que eu não goste da mudança de estação, aliás adoro. Mas preciso ambientar-me, até mesmo por questões de saúde. A minha asma dá-se melhor no verão, e o começo da humidade faz com que ela  "apite" para o início de novo tratamento, e essa mudança deixa-me um pouco deprimida até tudo voltar aos eixos. Enquanto me ajeito nestas mudanças, consolo-me com um creme de aipo que por vezes é esquecido na minha lista de compras de legumes. O sabor é bem característico e o "piolho" não aprova, apesar de lhe pedir que comesse só 5 colheres e encarasse isso como se fosse um remédio que fosse fazer muito bem. Eu gostei muito e vou tentar de me lembrar mais vezes de o incluir nas compras.


26 agosto 2015

Pão caseiro (sem máquina de fazer pão e num mini forno)

Há qualquer coisa de sagrado em fazer pão. Para mim é das coisas na cozinha que me dá mais satisfação interior do que qualquer outra. Tive de esperar vários anos até poder realmente dedicar-me ao pão, pois para uma pessoa impaciente como eu, não resultava. Há que saber esperar cada hora e cada minuto pacientemente até o pão estar pronto. Qualquer deslize é o suficiente para o estragar, basta por exemplo fatiá-lo antes de arrefecer o tempo devido, que o pão que possa parecer estaladiço e fofo, uns minutos depois se torne seco por dentro. Queria eu aprender tanto sobre esta arte de fazer pão, mas estou por minha conta, na minha cozinha com o meu mini forno, as minhas pequenas mãos desajeitadas e a minha grande vontade em levar pão quente à mesa para os meus dois amores, que esta semana dizem que eu estou particularmente refilona e a aproveitar mal a semana de férias "quase forçadas". Embora refilona consegui animá-los com um pão ainda morno e tão estaladiço que serviu para o lanche de hoje. Acham que eles me desculpam? 

25 agosto 2015

Tarte folhada de creme de limão e framboesas

Esta semana estou em casa em modo de férias quase forçadas. Há que arranjar coisas para fazer e passar o tempo da melhor maneira. Por isso hoje foi tarde de cinema. Eu e o "piolho encardido" vimos o filme francês "A Família Bélier". É um filme especial que nos toca de uma certa maneira a todos, filhos ou não de pais com surdez. É um filme que todos os pais deviam ver. Confesso que o final fez-me chorar de tanta beleza, e não porque foi triste. Vocês sabem, eu ainda só tenho 9 anos de prática em ser mãe, mas embora me custe ver, o "piolho" já vai voando do ninho, e é tão bom vê-lo crescer e tornar-se num pequeno homem com tantos valores e já um certo arcabouço em saber lidar com o mundo lá fora. O mundo para o qual, o meu dever é prepará-lo bem. É bom para mim ir-me preparando para quando ele voar de vez, e em vez de o condicionar, empurrá-lo do ninho para o caminho onde ele vê a possibilidade dos seus sonhos e objetivos tornarem-se realidade. Vejam o filme e percebem o que eu estou a falar.
Agora a receita finalmente, que já está guardada há muitos meses impaciente à espera que me decida partilhar, com o patrocínio da Dulcis que me fez chegar o seu creme de limão tão saboroso e prático de usar.

24 agosto 2015

Bacalhau à "MEU TEMPERO"

Para as leitoras que me andam a sugerir mais receitas de bacalhau, preparei uma receita bem simples que faço muitas vezes. Embora seja uma receita prática e com meia dúzia de ingredientes, não envergonha ninguém na hora de ir para a mesa. Bom bacalhau, batatas de boa qualidade que não sejam farinhentas e um bom azeite, pão ralado para criar uma crosta que o "piolho encardido" adora sempre, e forno com ele.


21 agosto 2015

Tarte tatin de maçã

Um destes dias, eles saíram os dois com a promessa de voltarem com um saco cheio de amoras silvestres. Todos os anos gostamos de ir à aventura colher frutos a lugares que não pertencem a ninguém e a outros assim numa espécie de "caça autorizada". O "piolho" chegou a casa todo satisfeito e arranhado, porque trazia para a mãe coisinhas tão boas para além de amoras, como figos e maçãs, que só trazidas assim têm um gostinho mais especial. O "mais-que-tudo" exigiu logo uma tarte de maçã, e no dia a seguir tinha na mesa uma tarte Tatin. Como sempre ele troca-me as voltas e no momento que olhou para a tarte perguntou logo: então a tarte não tem tampa? Bem, o que ele queria era uma tarte americana, e apesar de eu ter tentado explicar-lhe a história das famosas tartes francesas Tatin ele continuava a insistir na tampa. Eu não sou de me gabar, mas morri de amores por esta tarte, fiquei tão enamorada por ela, que tive dias que não me saia da cabeça. O certo é que dias depois fiz novas tartes ao estilo americano, mas ficam bem atrás desta. A combinação das raspas de limão, da vagem de baunilha, do açúcar mascavado para o caramelo e das maçãs colhidas por eles, foi perfeita.

20 agosto 2015

Strogonoff de porco

Volta e meia o "mais-que-tudo" gosta de me lembrar e de gozar, que quando me conheceu eu fazia 3 ou 4 pratos... E eu fico a olhar para ele a contar tão embevecido ao "piolho encardido", uma história simples que parece que tem uns bons pares de anos, mas no fundo não me envergonha nada. Todos temos um passado, e é com ele que aprendemos a evoluir e a sermos melhores pessoas em tudo. Eu tenho tantas histórias engraçadas e quando olho para trás, até as asneiras que fiz fizerem sentido para o meu presente, e farão mais para o meu futuro.
E strogonoff porquê? Porque sim, porque o fiz vezes sem conta e apeteceu-me matar saudades, num dia que fiquei sozinha em casa com o "piolho", e secretamente tirei a receita do baú.

19 agosto 2015

Bolo de bolacha

Para além do bolo de iogurte, andava também com saudades de bolo de bolacha, que toda a gente da minha geração viu certamente as mães fazerem em casa vezes sem conta. É um bolo com muita manteiga, e contra isso não há volta a dar, a não ser que o façam com natas e a proporção de gordura será menor. Há quem ponha gemas, mas eu evito ovos crus nestes dias de muito calor. A verdade é que matei saudades e das boas, mas cada fatia que comi, não consegui libertar-me do pensamento da quantidade de manteiga que usei. Deixo a minha sugestão, façam bolos de bolacha sim, mas que seja a dividir por muitos, assim a culpa das calorias e do colesterol divide-se por todos.



18 agosto 2015

Risotto preto (com tinta de choco) e chocos grelhados

Durante as férias houve dias mais caseiros, que serviram para descansar e recuperar as energias, para assim estarmos em forma para novos dias de diversão. Num desses dias acordei cedo e deixei a malta a dormir. Fui à procura de chocos com tinta para fazer um mimo ao "mais-que-tudo". Finalmente consegui amanhar os chocos delicadamente, sem romper os saquinhos que escondem a tinta, para poder usá-los num risotto que ando há que tempos a pensar. Não dá trabalho nenhum, é só ter vontade e depressa temos à mesa um prato para agradar alguém. 

17 agosto 2015

Bolo de iogurte e aroma a baunilha

Há alguns anos que as minhas férias são passadas em Portugal. São as férias possíveis e há medida da minha bolsa. Não que isso me entristeça, nada disso, Portugal é lindo e continua a surpreender-me cada vez que decido explorá-lo. Programámos uns dias aqui pelas praias e campos dos meus lados, matámos saudades do Portinho da Arrábida, que é um pequeno paraíso, depois corremos para sítios que continuamos a adorar, uns dias em Santa Cruz, outro no Alentejo de passagem e outros tantos passeios em vilas e cidades que já conhecemos mas gostamos de revisitar, muito cinema, piscinas, exposições, passeios à noite, festas medievais, concertos, praia e almoços com uns amigos, petiscadas com outros, e assim se passa o verão. Bem, agora vamos falar do meu apetite um dia destes por um bolinho simples de iogurte. Acho que o último que fiz foi este e não ficou perfeito. Agora que já passaram alguns anos e aprendi algumas regras, os bolinhos já me correm bem melhor. Fiz umas ligeiras alterações, pois na hora de fazer doces é que decido a quantidade de açúcar e gordura, consoante o que andámos a abusar por aqui, menos açúcar, e a gordura substituída por manteiga em vez de óleo, outro aroma de iogurte e uma ajuda com a essência de baunilha, e depois é esperar que corra bem. E correu, lá saiu do meu mini-forno um bolinho bem jeitoso.


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