26 fevereiro 2016

Salada (morna) de feijão frade com tomates e filetes de cavala em conserva

Está frio mas as saladas nunca são retiradas da minha ementa de inverno por várias razões. No inverno também temos preguiça de cozinhar e uma salada rápida nunca fez mal a ninguém. Depois porque há dias menos criativos, e abrir uns frascos, umas latas e juntar algo fresco é sempre uma solução eficaz. A juntar a isso ainda há o fator económico, pois não está fácil gerir o orçamento mensal familiar com o mesmo dinheiro e com tudo mais caro. Assim sendo preparei uma travessa bem bonita com tudo de bom para levar à mesa e que não envergonha ninguém, principalmente a cozinheira. Bom fim-de-semana!

25 fevereiro 2016

Sopa de courgette com espinafres e cenoura.

As sopas do dia-a-dia tendem a ser despachadas. Não há cá refogados ligeiros, nem outras mariquices para aromatizar o caldo. Estas sopas têm espaço na minha cozinha diariamente e depois destes anos todos a aperfeiçoar as combinações de legumes que gosto e como fazer sopas perfeitas, não há  margem para grandes erros. E é mesmo disso que quero falar hoje, mais do que partilhar esta tonta receita. Na minha opinião e por experiência própria as sopas para ficarem perfeitas, os legumes do caldo base têm de ficar bem cozidos e por conseguinte bem triturados, a diferença é substancialmente notória se não o fizerem. Já ouvi falar também que pôr o sal no início na água com os legumes vai fazer com que demore mais tempo a levantar fervura. E um dos grandes problemas é quando trituramos o caldo base da sopa percebemos que colocámos demasiada água e ficou muito líquido. Bem, eu acho que há solução para tudo, portanto não é um drama, e olhem que se há "drama queen" lá em casa sou eu. Primeiro jogamos pelo seguro que morreu de velho, como diz a minha mãe. Legumes cortados todos do mesmo tamanho e quanto mais pequenos mais depressa cozem, depois é cobrir com água apenas até ficarem submersos, pois é mais fácil adicionar mais água depois de triturados, do que engrossar novamente a sopa. Mas estávamos distraídas nesse dia, tanta coisa para fazer em casa e somos só uma para tantas tarefas, e vai de pôr mais água na panela. Não tem problema vamos resolver. Há arroz cozido simples de ontem no frigorífico? Então juntem ao caldo base e triturem bem. Não há arroz mas há batatas cozidas que ninguém comeu com a pescada ontem? Então embora lá pôr na sopa e triturar bem. Não há nenhum destes dois? Então retirem um pouco da sopa para uma tacinha, deixem arrefecer um pouco e misturem bem com uma colher de sopa de amido de milho, voltem a juntar à panela e liguem o lume para voltar a ferver e vão mexendo até engrossar. Não há amido de milho? Não faz mal, há farinha de trigo. Não há nenhum destes dois? Porra... Ah, ainda não está nada perdido, vão lá à despensa e vejam se encontram um pacote de fécula de batata. Não há fécula mas há uma lata de grão ou feijão branco? Então malta não há desculpa para não tentarem resolver. O que interessa no fundo é não deitarmos a perder o trabalho que tivemos, a juntar a "milhentas" tarefas que temos todos os dias.
E para que não arranjemos mais problemas com a sopa, nada de exagerar no sal! Senão temos mais um drama para resolver :)

24 fevereiro 2016

Maçãs assadas

Maçãs assadas são sempre uma sobremesa prática de fazer e que compõe o almoço ou o jantar com um miminho final. Estas ficaram bem aromáticas e com um molho um pouco espesso que deram alguma graça às maçãs. Boa quarta-feira a todos!


22 fevereiro 2016

Creme de ervilhas com ovo escalfado e bacon crocante

Toda a gente sabe fazer um creme de ervilhas. É sabido que não tem ciência nenhuma, a não ser o cuidado de triturar bem a sopa para que fique bem aveludada e cozer as ervilhas em água já quente, para que não perca demasiado com a cozedura, a sua cor verde bem viçosa. Depois é adornar a gosto. Croutons, ovos escalfados, bacon bem crocante, migas de broa e chouriço, ou mesmo comê-la simples. E assim começamos a semana. 

19 fevereiro 2016

Cheesecake (de forno) com frutos silvestres

Eu não sei o que está na moda oferecer aos namorados, mas eu cá, além da nova máquina de café, fiz um cheesecake para o meu amor. Não foi muito difícil escolher a receita, bastou-me ir ao Rapa Tachos e trazer comigo o que já andava debaixo do meu olho (no fundo é quase tudo o que ela faz). A São faz doces apetitosos que me parecem sempre consistentes, portanto a receita não tinha como falhar. Depois é fazer uns ajustes com o que temos em casa, que no meu caso foi alterar as bolachas e os frutos vermelhos. Não há melhor forma de acabar a semana malta. Bom fim-de-semana! Aproveitem, diz que vai estar sol.

16 fevereiro 2016

Feijoada de choco (com feijão branco)

Está efetivamente muito frio e nada como uma comida de um tacho só. Bem quentinha, bem substancial e há que chegue para todos, até para a visita inesperada que apareceu. É pôr mais um prato na mesa e receber quem gostamos sempre com alegria. Mais palavras para quê? Está tudo dito por hoje.

12 fevereiro 2016

Peras bêbedas (com vinho do Porto e passas)

Os dias estão feios e melancólicos. A roupa não seca, a casa não brilha e a preguiça instala-se em todo o lado menos na cozinha. É sempre na cozinha que me sinto feliz, e claro, vou esquecendo as outras tarefas da casa. Depois acaba o fim-de-semana e ficam coisas por fazer. No ar fica sempre a promessa que para o próximo não vou passar tanto tempo na cozinha. É um ciclo vicioso que nunca consigo quebrar. 
Por casa havia peras, havia vinho do Porto e  passas de uva do Ano Novo, e havia uma enorme vontade de ir para cozinha fazer qualquer coisa. Saíram peras bêbedas bem boas e para fazer com tempo. Bom fim de semana!


10 fevereiro 2016

Bacon e ovos no pão (para um pequeno-almoço reforçado)

Momentos a três ao pequeno-almoço são raríssimos e vocês já sabem porquê, "mea culpa". Sendo assim estas mini férias foram perfeitas para não haver cá desculpas. Como tenho de variar para não haver reclamações, lembrei-me desta ideia de fazer estes pãezinhos que vi num programa do canal 24kitchen "Segredos da Tia Cátia". Nem é preciso guardar a receita, é acomodar tudo no pão, um queijo a gosto e forno com ele. Na hora de servir pimenta moída e salsa seca dão o toque final. O "piolho encardido" adorou, ou não fosse ele o fã n.º 1 dos ovos com bacon ao pequeno-almoço.
Neste dia é claro que ninguém almoçou e às cinco da tarde estávamos todos com uma espécie de fome que não era de lanche. E pronto lá fomos nós a correr empanturrarmo-nos de sushi, porque a vida são dois dias e o carnaval três, e nada como aproveitá-la bem.



08 fevereiro 2016

oopsies

Diz que é uma espécie de pão sem hidratos de carbono. São nuvens que se comem num ápice e se fazem noutro. Dois ingredientes base mais uma pitada de sal, uns pozinhos de sementes de sésamo e já está. A receita percebi que anda por toda a internet, mas foi no blogue da simpática "Cozinha 100 segredos as receitas" que me chamaram à atenção. Os meus baixaram um pouco porque tirei-os do calor abruptamente. Já estava uma fila de coisas à espera para entrar no forno, e eu queria ir a correr brincar ao Carnaval.
Eu juntei estes malandros a um pequeno-almoço reforçado, portanto não estive preocupada com os hidratos, mas vocês já sabem como eu sou, ando sempre a quebrar as regras. Agora cada um que decida como os quer saborear.


04 fevereiro 2016

Salada morna de atum com maionese caseira de coentros

Hoje é o meu dia. Hoje acordei como gosto. Com mimos e sendo o centro das atenções. Eles andaram aos segredinhos durante a semana e eu a ver se descobria alguma coisa. Acho que estou a perder os meus poderes, pois não consegui sacar informações dos meus presentes, nem do que eles andavam a conspirar. Aliás, estes dois já escondem os meus presentes na arrecadação, e claro escondem a chave.
Puseram o despertador e prepararam-me o pequeno-almoço, quesadillas com ovos mexidos, torradas com manteiga, leite com café e sumo de laranja. E agora conseguir comer aquilo tudo assim que me levantei? Não foi fácil, praticamente vim a rastejar para o trabalho, mas cheia de energia.
Houve a habitual guerra das minhas duas mães (a verdadeira e a emprestada), a ver quem é a primeira a dar-me os parabéns. E escusam elas de disfarçar que eu bem sei que isso acontece. Mãe é mãe, e mãe emprestada também é para lá de bom, portanto eu chego para as duas!
A idade não perdoa, são 40, combinado? A partir de agora é sempre 40, escusam de me perguntar todos os anos. Estava eu a dizer que a idade é tramada, mas pensando bem acho que fui sempre assim, distraída, desastrada, destrambelhada... Um dia destes tomei duche e pus o habitual creme no corpo, mas afinal percebi que tinha me besuntado de leite desmaquilhante. Sou uma mãe ocupada, o desmaquilhante também não haveria de me fazer mal. Depois calcei um par de meias e ia calçar o segundo, temos que ter os pés quentinhos não é verdade?. Corri tudo à procura do raio das meias, e sabia bem que já as tinha tirado da gaveta. Era mais fácil ir buscar outras, mas caramba, eu não podia cá ser vencida por um par de meias. Depois de muito procurar, sentei-me e olhei para os pés, afinal já as tinha calçado. Enfim, já para não falar na quantidade de vezes que o "piolho" leva com a porta do carro na cabeça, ou mesmo quando espremo um limão à mesa para o meu prato e acerto-lhe nos olhos, e entalar-lhe os dedos na porta é também um habitué meu. Desculpa filho!
Ah e obrigada "mais-que-tudo" por seres o homem da manutenção lá em casa. Eu sei que não é fácil viver com alguém que nem um parafuso sabe apertar, e tu estás lá sempre para mim de ferramentas em punho.
Bem, com tudo isto, hoje só tenho uma receita simples para vos mostrar. Uma salada morna com ingredientes que todos temos em casa, e que safam bem para os dias que andamos sem grande inspiração. A maionese caseira é um mimo extra e foi das primeiras coisas que aprendi a fazer com a minha mãe. Com azeite fica mais saudável, escolham um com um sabor ligeiro. 

Parabéns a mim e obrigada por me fazerem companhia!


03 fevereiro 2016

Frango tandoori

Estava aqui a pensar com os meus botões no "piolho encardido" e nisto do que é ser mãe. Foi difícil tê-lo. Senti-me sozinha muitas das vezes, talvez porque fosse difícil falar sobre isso com quem quer que fosse. Fechei-me e praticamente lutei por ele em silêncio durante uma mão cheia de anos. Aquele silêncio que grita e ninguém nos ouve. 

Fiz dezenas de exames e testes de gravidez, dezenas, mas sempre com a esperança que um dia iria ver dois tracinhos avermelhados. Esse dia chegou para mim quando menos esperei. Foi estranho, tão estranho que senti-me numa espécie de medo ainda maior. Era tão maior o medo de o perder, que a minha felicidade por finalmente tê-lo a crescer dentro de mim. Depois de tomada a realidade, foi tempo de cuidar de nós. Medicação, pensamento positivo, e uma vida perfeitamente normal, levaram a minha gravidez a bom termo. E antes do tempo nasceu um franguinho pequeno que vestia roupa de prematuro. 

Fui mãe assim que ele foi filho. Fui crescendo e aprendendo como o ser da melhor forma. Não há regras, eu criei as minhas, e a minha regra é fazê-lo voar e não condiciona-lo a nada, por muito que me doa o peito. 

Esperei por ele tanto tempo, que o tanto foi tão pouco, para tão grande sorte que tive. Um puto feliz, saudável, inteligente, tão reguila e bem humorado que me faz levantar todos os dias da cama, mesmo que o meu dia esteja cinzento. 

Recordo quando nos chamava de mamã e papá. Depois entrou na escola e pediu-nos para já não nos tratar assim. Foi este o primeiro dos desgostos que me deu. Havia dias em casa que eu fingia não ouvir quando me chamava de mãe. Eu não era a mãe e sim a mamã. Estava na hora de aceitar o seu crescimento e a partir daí tudo foi tão fácil para mim. 

Hoje deixei-o, como sempre, longe do portão da escola, e não me sinto triste por isso, nem preciso mais de fazer artimanhas no caso dele olhar para trás a ver se eu ainda lá estou na esquina a espreitar, fingir que estou ao telemovel com alguém e de óculos escuros para ele não perceber que é para ele que os meus olhos fixam. Às vezes farto-me de rir com tanta figura parva que já fiz. 

Foi hora de o libertar. A ele e à sua tonta mãe. Serei sempre melhor mãe se não o prender, tal como a minha nunca o fez. E foi para ela que eu sempre voltei quando precisei. 
Ele cresceu, tem 10 anos, e eu 10 anos de ser mãe. Parece-me mais do que suficiente para levar isto com uma perna às costas. 

Ele já sente o que é gostar de alguém. Uma menina que lhe roubou o coração e me roubou a mim as cartas de amor que ele escrevia. Afinal era para ela a carta que escrevia embevecido num destes dias e eu tonta a achar que era para mim. 
Parece-me que tenho um longo caminho de desgostos. Desgostos que vou digerindo rapidamente e preparando-me sempre para o próximo. Porque vão sempre doer.

Tenho as minhas armas, e sei que ele também deve ficar a pensar quando eu digo ao pai que depois quando ele crescer compramos a auto-caravana e vamos os dois correr o mundo. O mundo que afinal ele ainda quer estar, o nosso mundo. É tão bom ser mãe desde puto!


01 fevereiro 2016

Hambúrgueres de vitela com beterraba, cenoura e courgette

Não há nada como começar a semana com uma verdadeira pechincha culinária. Todos gostamos de um bom hambúrguer e cada vez mais, gosto de os fazer em casa. Assim posso controlar tudo e fica substancialmente mais barato e saudável. E não tem nada que saber, carne picada, uns temperos e uma boa dose de legumes. A carne custou em promoção 2,15€ e daria para cerca de 3 envergonhados hambúrgueres, com os legumes deu para o dobro. Quando uso beterraba nos hambúrgueres utilizo sempre carne de vitela, pois como a beterraba tinge a carne fico sempre na dúvida se está crua ou não, e mesmo que esteja não nos faz mal, ao contrário do porco.


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