quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Massa caseira para gyosas - Gyosas de vaca

O "piolho encardido" passa a vida a pedir-me gyosas. Ele delira com estes pastéis japoneses.
A massa comprava sempre uns discos já feitos e congelados que se vende em lojas japonesas e que nas últimas vezes não me agradou o aumento de preço para cerca de 4 € uma embalagem de 30 discos, nem a forma como estavam acondicionados. Fiquei desiludida, vim de mãos a abanar e decidi não estar dependente dessas lojas cada vez que havia um pedido de gyosas lá em casa. Umas quantas pesquisas pela internet, junto com aquilo que já aprendi sobre massas e está o assunto arrumado. Claro que dá trabalho, mas quando o fazemos vezes sem conta torna-se mais fácil e rápido. O que parecia muito trabalhoso a primeira vez, na quarta já nem dou por isso. Farinha, água e sal é tudo o que precisam. Há quem ponha ovos e outros óleo, mas eu dispenso esses ingredientes para esta massa. A ajuda para a massa retirei daqui, embora tenha utilizado outro método de estender que para mim se torna mais prático. Para o recheio desta vez usei novilho e reduzi as quantidades desta receita que já partilhei, porque não usei 60 discos de massa, alguns ingredientes substituem-se por outros quando não há em casa. A massa rendeu 24 discos cortados com um aro de cozinha normal e médio. Eu acho que já valeu bem a pena todas as vezes que fiz esta massa, por isso decidi que era altura de partilhar.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bolinhos de noz e mel

Ando gulosa, ando! Mas também ando sempre a equilibrar as gulosices que faço. Desta vez saíram do meu mini forno, uns bolinhos de noz adoçados com mel e muito pouca gordura. Tão práticos de fazer, que nem é preciso batedeira nem untar formas. Uso papel vegetal e já está. No forno ficam o tempo suficiente de eu ir preparando a mesa para o chá e arrumando a cozinha. Ficam tão bons que já fiz duas vezes em duas semanas.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Salada de espirais, brócolos, couve-flor, tomate, requeijão, presunto e molho de manjericão

Setembro é um mês atarefado. É o mês do regresso à escola, do regresso a outra estação do ano, e também de muitos aniversários. Sábado foi o dia do "mais-que-tudo" e hoje é o aniversário da minha mãe. Como é segunda-feira será um dia calmo e sem festa a seu pedido, mas haja saúde e muitos mais anos para ela!  Já vos disse que a minha mãe é a melhor do mundo?
A receita de hoje estava prometida para sexta-feira, mas estive tão atarefada com as surpresas que tinha a fazer que me esqueci. É uma salada que gostei muito e me deixou bastante saciada. Embora tivesse presunto e massa, acho que posso dizer que até é uma refeição saudável, porque por aqui nunca exageramos nos enchidos. As fatias de presunto eram bem finas, o que torna o pecado menor.
Usei brócolos e couve-flor congelados, pois quando começa o mês de Setembro tenho uma enorme vontade de encher o congelador com estas coisas, como se fosse uma formiga a preparar-me para o inverno.


sábado, 5 de setembro de 2015

Post só para o "mais-que-tudo"


Às vezes é preciso dizer ao Mundo aquilo que sentimos. Não porque tenha de provar alguma coisa, mas porque não haverá neste planeta forma melhor de provarmos aos outros o quão são especiais. Mesmo que pudesse fazer pessoalmente, acharei sempre que esta minha veia poética dá muito mais valor à palavra escrita. Eternizar aquilo que sentimos, neste caso com um pouco dos dois mundos. A minha palavra escrita e uma imagem dedicada a ti, porque serás sempre aquele fotógrafo que conheci há tantos, tantos anos atrás, e que me virou o mundo do avesso.

Parabéns pelos teus 43 anos, dos quais cerca de 20 eu vi de perto. Quase que crescemos juntos e aprendemos tanto um com um outro. Somos obviamente muito diferentes, tu vives com os pés bem assentes na terra, e eu sou a eterna sonhadora que passo a maior parte da vida a saltitar por entre as nuvens fofas do céu azul. 

Aprendi tanto contigo. Aprendi a ser moderada e um pouco mais paciente. Aprendi a descer das nuvens mais vezes do que contava e a pensar no futuro como um investimento a longo prazo. Aprendi que o mundo não é cor-de-rosa como fazia nos meus sonhos. Aprendi contigo a olhar para tudo de forma mais racional e menos ingénua.

Ensinaste-me tanto. Aprendi a apreciar todas as artes noutra perspetiva. Aprendi que pode ser tão bom viajar num Fiat Uno velho com uma tenda na mala, latas de comida e sem planos de paragens, como ficar num hotel de 5 estrelas. Aprendi que podia perder tempo a tentar conhecer uma pessoa tão diferente de mim. E eu dei-te essa oportunidade e esse tempo, e no fundo, tu deste-me também a mim.

Nem sempre tudo foi fácil, mas foi tão bom perder tempo a conhecer-te. És um ser humano muito intenso e sempre transparente comigo ao longo destes anos todos, e não é para todos. No fim da caminhada, tinha a tal joia que me falavas há 20 anos que eu podia encontrar. 

Talvez nunca te tenha dito o quão especial és para mim, talvez seja mal interpretada muitas das vezes, mas aqui estou eu a escrever-te assim em jeito de carta de amor, para todo o mundo ouvir. 

És especial para mim, continuas a virar o meu mundo ao contrário, e eu... E eu continuo a adorar. 

Espero que gostes da fotografia que nem viste que tirei, num dia que fomos passear e como sempre deixas-me pendurada e vais fotografar ou filmar. Mas não, não me estou a queixar, nem podia ser de outra maneira. És tu, e a tua máquina faz parte da ti. Nada tenho contra, pois já me habituei. Só assim é que teria 20 anos da minha vida retratada em imagens. Obrigada!

PARABÉNS!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mini tartes de maçã ao estilo americano

Para intercalar com a nova salada que tenho para vos mostrar amanhã, decidi ir ao arquivo ver as receitas em stand by. Estas "pequenas" estavam muito boas, mas não superaram a menina dos meus olhos que me roubou o coração assim que a conheci. Queria mostrar o interior, não fosse o fundo de madeira branco que estava atrás delas no momento em que estava a testar como ia fotografar e que adereços ficariam bem, ter caído em cima das tartes e... Pois, isso mesmo. Fica para a próxima, combinado?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Salada de bacalhau, ovas e camarão, com vinagrete de pimento verde, cebola e coentros

Fazer "render" o peixe é coisa de criança para qualquer mulher que cozinha diariamente. Juntam-se alguns ingredientes e em meia hora está o jantar pronto. Tudo cozido e nada de excessos, porque por aqui continuamos a semana com muitas saladas. Os ingredientes reunidos têm de valer a pena, e assim praticamente o prato faz-se sozinho. Bacalhau que dê boas lascas, batatas que não sejam farinhentas e umas ovas a compor, mais uns pozinhos, um bom azeite e já está. E se vamos cozer tudo dentro da mesma panela há que ter atenção que cada um dos ingredientes coze em tempo diferente, eu dividi por duas. A mim soube-me mesmo bem.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Salada mista de massa, fruta, legumes, alfaces variadas, croutons e molho de iogurte

Parece que engordámos todos nas férias. A roupa do "piolho" da estação anterior já não lhe serve, coisa que em nove anos não acontecia frequentemente de uma estação para a outra. Parece que este franganito cresceu e mais parece um peru. Eu passei de um simpático 34 para um duvidoso 36, e o "mais-que-tudo" não via a hora de eu ir trabalhar, para assim não comer os meus petiscos diários pelo menos durante os dias que trabalha em casa. Nada como fazer saladas para ficarmos todos em forma, é pena é que eu exagere um pouco nesta coisa das saladas, e parece-me sempre que nunca é demais, pôr mais uma opção na mesa para cada um compor a sua salada. Aqui fica então mais uma sugestão para compor uma salada em jeito de "buffet", tudo feito a olho e sem qualquer pretensão nas dosagens ou ingredientes, mais que não seja para vos inspirar também.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Perninhas de frango no tacho com tomate, alecrim e tomilho

Gosto de ter sempre em casa perninhas de frango prontas a usar, pois nunca se sabe o dia que vou acordar com mais preguiça que uma preguiça de verdade. Colocar tudo dentro de um tacho não significa que não seja boa comida. É comida de conforto, que nos aquece a alma e nos alimenta mais ainda a preguiça destes dias de Agosto, já com cheiro a regresso às aulas em breve.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Crepes doces de amêndoa

Um dia destes recebi um convite para comer um cozido à portuguesa. Alguém ouviu os meus desejos e tratou de preparar um, mesmo que fosse no mês que ninguém se lembra obviamente de cozido à portuguesa. Sou efetivamente uma nora muito mimada, tão mimada que sinto que tenho duas mães. Embora lhe diga muitas vezes que mãe só há uma, e ninguém ocupa o lugar da minha. Claro que digo isto em jeito de brincadeira, pois se há noras privilegiadas sou eu. Ainda me lembro quando engravidei, imaginem quem é que eu enjoei? Podia ter enjoado figos, presunto ou queijo roquefort, mas não, enjoei de uma forma bem dramática a mãe do "mais-que-tudo", de tal forma, que passei a gravidez com uma enorme vontade de lhe bater. Sempre que a via só me apetecia saltar-lhe para o pescoço, mal ela abria a boca. Só me apercebi disso muitos meses depois do "piolho" nascer e com as hormonas a voltarem ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. Hoje brincamos com esses tempos e somos grandes amigas, amigas de verdade, daquelas que têm segredos e que nem precisam falar para perceberem o que vamos dizer. Ela esteve sempre à minha espera e nunca me abandonou, provavelmente porque calcularia que um dia eu voltaria a mim e ela também não ficaria a perder por esperar. Sou de facto uma sortuda, e hoje em dia não faço por menos, quero ter ao meu lado pessoas fiéis e verdadeiras. E no dia que saboreei o seu tão famoso cozido, ela disse-me que andava com saudades de crepes e se eu não lhe fazia uns. E assim foi, no dia a seguir fiz-lhe crepes e levei-lhe de bom grado, porque pedidos destes nunca nego!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Creme aveludado de aipo

Um Agosto que mais parece um Setembro. Não que eu não goste da mudança de estação, aliás adoro. Mas preciso ambientar-me, até mesmo por questões de saúde. A minha asma dá-se melhor no verão, e o começo da humidade faz com que ela  "apite" para o início de novo tratamento, e essa mudança deixa-me um pouco deprimida até tudo voltar aos eixos. Enquanto me ajeito nestas mudanças, consolo-me com um creme de aipo que por vezes é esquecido na minha lista de compras de legumes. O sabor é bem característico e o "piolho" não aprova, apesar de lhe pedir que comesse só 5 colheres e encarasse isso como se fosse um remédio que fosse fazer muito bem. Eu gostei muito e vou tentar de me lembrar mais vezes de o incluir nas compras.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pão caseiro (sem máquina de fazer pão e num mini forno)

Há qualquer coisa de sagrado em fazer pão. Para mim é das coisas na cozinha que me dá mais satisfação interior do que qualquer outra. Tive de esperar vários anos até poder realmente dedicar-me ao pão, pois para uma pessoa impaciente como eu, não resultava. Há que saber esperar cada hora e cada minuto pacientemente até o pão estar pronto. Qualquer deslize é o suficiente para o estragar, basta por exemplo fatiá-lo antes de arrefecer o tempo devido, que o pão que possa parecer estaladiço e fofo, uns minutos depois se torne seco por dentro. Queria eu aprender tanto sobre esta arte de fazer pão, mas estou por minha conta, na minha cozinha com o meu mini forno, as minhas pequenas mãos desajeitadas e a minha grande vontade em levar pão quente à mesa para os meus dois amores, que esta semana dizem que eu estou particularmente refilona e a aproveitar mal a semana de férias "quase forçadas". Embora refilona consegui animá-los com um pão ainda morno e tão estaladiço que serviu para o lanche de hoje. Acham que eles me desculpam? 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Tarte folhada de creme de limão e framboesas

Esta semana estou em casa em modo de férias quase forçadas. Há que arranjar coisas para fazer e passar o tempo da melhor maneira. Por isso hoje foi tarde de cinema. Eu e o "piolho encardido" vimos o filme francês "A Família Bélier". É um filme especial que nos toca de uma certa maneira a todos, filhos ou não de pais com surdez. É um filme que todos os pais deviam ver. Confesso que o final fez-me chorar de tanta beleza, e não porque foi triste. Vocês sabem, eu ainda só tenho 9 anos de prática em ser mãe, mas embora me custe ver, o "piolho" já vai voando do ninho, e é tão bom vê-lo crescer e tornar-se num pequeno homem com tantos valores e já um certo arcabouço em saber lidar com o mundo lá fora. O mundo para o qual, o meu dever é prepará-lo bem. É bom para mim ir-me preparando para quando ele voar de vez, e em vez de o condicionar, empurrá-lo do ninho para o caminho onde ele vê a possibilidade dos seus sonhos e objetivos tornarem-se realidade. Vejam o filme e percebem o que eu estou a falar.
Agora a receita finalmente, que já está guardada há muitos meses impaciente à espera que me decida partilhar, com o patrocínio da Dulcis que me fez chegar o seu creme de limão tão saboroso e prático de usar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Bacalhau à "MEU TEMPERO"

Para as leitoras que me andam a sugerir mais receitas de bacalhau, preparei uma receita bem simples que faço muitas vezes. Embora seja uma receita prática e com meia dúzia de ingredientes, não envergonha ninguém na hora de ir para a mesa. Bom bacalhau, batatas de boa qualidade que não sejam farinhentas e um bom azeite, pão ralado para criar uma crosta que o "piolho encardido" adora sempre, e forno com ele.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Tarte tatin de maçã

Um destes dias, eles saíram os dois com a promessa de voltarem com um saco cheio de amoras silvestres. Todos os anos gostamos de ir à aventura colher frutos a lugares que não pertencem a ninguém e a outros assim numa espécie de "caça autorizada". O "piolho" chegou a casa todo satisfeito e arranhado, porque trazia para a mãe coisinhas tão boas para além de amoras, como figos e maçãs, que só trazidas assim têm um gostinho mais especial. O "mais-que-tudo" exigiu logo uma tarte de maçã, e no dia a seguir tinha na mesa uma tarte Tatin. Como sempre ele troca-me as voltas e no momento que olhou para a tarte perguntou logo: então a tarte não tem tampa? Bem, o que ele queria era uma tarte americana, e apesar de eu ter tentado explicar-lhe a história das famosas tartes francesas Tatin ele continuava a insistir na tampa. Eu não sou de me gabar, mas morri de amores por esta tarte, fiquei tão enamorada por ela, que tive dias que não me saia da cabeça. O certo é que dias depois fiz novas tartes ao estilo americano, mas ficam bem atrás desta. A combinação das raspas de limão, da vagem de baunilha, do açúcar mascavado para o caramelo e das maçãs colhidas por eles, foi perfeita.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Strogonoff de porco

Volta e meia o "mais-que-tudo" gosta de me lembrar e de gozar, que quando me conheceu eu fazia 3 ou 4 pratos... E eu fico a olhar para ele a contar tão embevecido ao "piolho encardido", uma história simples que parece que tem uns bons pares de anos, mas no fundo não me envergonha nada. Todos temos um passado, e é com ele que aprendemos a evoluir e a sermos melhores pessoas em tudo. Eu tenho tantas histórias engraçadas e quando olho para trás, até as asneiras que fiz fizerem sentido para o meu presente, e farão mais para o meu futuro.
E strogonoff porquê? Porque sim, porque o fiz vezes sem conta e apeteceu-me matar saudades, num dia que fiquei sozinha em casa com o "piolho", e secretamente tirei a receita do baú.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Bolo de bolacha

Para além do bolo de iogurte, andava também com saudades de bolo de bolacha, que toda a gente da minha geração viu certamente as mães fazerem em casa vezes sem conta. É um bolo com muita manteiga, e contra isso não há volta a dar, a não ser que o façam com natas e a proporção de gordura será menor. Há quem ponha gemas, mas eu evito ovos crus nestes dias de muito calor. A verdade é que matei saudades e das boas, mas cada fatia que comi, não consegui libertar-me do pensamento da quantidade de manteiga que usei. Deixo a minha sugestão, façam bolos de bolacha sim, mas que seja a dividir por muitos, assim a culpa das calorias e do colesterol divide-se por todos.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Risotto preto (com tinta de choco) e chocos grelhados

Durante as férias houve dias mais caseiros, que serviram para descansar e recuperar as energias, para assim estarmos em forma para novos dias de diversão. Num desses dias acordei cedo e deixei a malta a dormir. Fui à procura de chocos com tinta para fazer um mimo ao "mais-que-tudo". Finalmente consegui amanhar os chocos delicadamente, sem romper os saquinhos que escondem a tinta, para poder usá-los num risotto que ando há que tempos a pensar. Não dá trabalho nenhum, é só ter vontade e depressa temos à mesa um prato para agradar alguém. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Bolo de iogurte e aroma a baunilha

Há alguns anos que as minhas férias são passadas em Portugal. São as férias possíveis e há medida da minha bolsa. Não que isso me entristeça, nada disso, Portugal é lindo e continua a surpreender-me cada vez que decido explorá-lo. Programámos uns dias aqui pelas praias e campos dos meus lados, matámos saudades do Portinho da Arrábida, que é um pequeno paraíso, depois corremos para sítios que continuamos a adorar, uns dias em Santa Cruz, outro no Alentejo de passagem e outros tantos passeios em vilas e cidades que já conhecemos mas gostamos de revisitar, muito cinema, piscinas, exposições, passeios à noite, festas medievais, concertos, praia e almoços com uns amigos, petiscadas com outros, e assim se passa o verão. Bem, agora vamos falar do meu apetite um dia destes por um bolinho simples de iogurte. Acho que o último que fiz foi este e não ficou perfeito. Agora que já passaram alguns anos e aprendi algumas regras, os bolinhos já me correm bem melhor. Fiz umas ligeiras alterações, pois na hora de fazer doces é que decido a quantidade de açúcar e gordura, consoante o que andámos a abusar por aqui, menos açúcar, e a gordura substituída por manteiga em vez de óleo, outro aroma de iogurte e uma ajuda com a essência de baunilha, e depois é esperar que corra bem. E correu, lá saiu do meu mini-forno um bolinho bem jeitoso.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Salada de ovas de bacalhau simples

Cá por casa gostamos todos de ovas. Costumo fazê-las de todas as maneiras e feitios, mas esqueço-me de fazer da maneira mais simples e que nos sabe tão bem. Nada de atalhos, é cozer as ovas, as batatas, colorir o prato com algo verde, azeite e vinagre e já está. Usei ovos de codorniz só para mimar o "piolho encardido" que adora ovos, e assim poder comer bastantes sem eu reclamar para não abusar dos ovos. Pedi-lhe ajuda na fotografia para não ter que pensar em adereços, e assim que virei costas para olhar para a máquina fotográfica, ele roubou algo da travessa, olhei de repente e diz que não tirou nada, mas tinha uma coisinha verde bem de lado na boca... Fartei-me de rir, raio do puto. 


terça-feira, 28 de julho de 2015

Soufflé de lima e coco (para um desafio açoriano)

"Cozinha 100 Segredos" desafiou o mundo para uma receita, típica dos Açores ou não, mas forçosamente tinha de ser utilizado produtos dos Açores. Ora, eu sou uma mulher prática, dei uma olhadela na minha cozinha e achei leite e manteiga Terra Nostra, portando comecei a pensar a partir daí. Tinha umas limas, tinha um produto novo para experimentar, que é uma boa alternativa às natas normais e à base de coco, e para não parecer tão fácil, compliquei fazendo um soufflé, que tanto podia correr bem, como mal. Correu bem, ficou muito guloso, cresceu e antes que descesse, como é normal dos soufflés, fui a correr para a minha varanda para captar a imagem. E ufa, não foi nada fácil, mas está feito, missão cumprida.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

Gelado de café e canela

Estava prometido um gelado de café. E o prometido é devido. Juntei-lhe mais umas coisas boas para ter a certeza que não iria haver reclamações. Foi à pressa que desajeitadamente pus o chocolate que ainda não estava bem arrefecido e as amêndoas e rapidamente tirei uma fotografia, com a malta na sala a reclamar pela sobremesa. Vida de bloguer não é nada fácil... nada mesmo.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pernas de frango no forno com gengibre, salsa e manjericão seco (e outras coisas boas)

Estava aqui a pensar com os meus botões e em mim. No que fui, no que sou e me tornei. Cheguei à conclusão que serei sempre assim, nunca mudei, apenas limei uns detalhes da minha personalidade. Uma menina insegura, ingénua, com sonhos utópicos, e que ainda acha que pode mudar o mundo. Apesar de ter crescido e descoberto que não posso mudar o mundo, apenas o meu mundo. E no meu mundo espero encontrar aquilo que sempre quis, pessoas transparentes, bonitas por dentro, que queiram aproveitar a vida tão bem quanto eu, e que se tiverem alguma coisa para me dizer, que mo digam cara a cara, pois só assim eu posso emendar os meus erros. Basta de me fazerem mal, de nem sequer me darem oportunidade para me justificar, quando eu serei sempre uma pessoa com bom coração. Tenho defeitos e muitos, mas não ultrapassam as coisas boas que tenho para dar a todos. Hoje dei comigo a pensar nisto, nos mal entendidos e nos recadinhos. Mereço? Não me parece. O que me parece realmente é que passo a vida a dar "pérolas a porcos", como se costuma dizer. Isto é um desabafo muito pessoal, como se eu não o tivesse dito. Não se sintam atingidos, pois os meus leitores merecem tudo, até saberem o que sinto em determinados dias, mesmo que não sejam coisas bonitas de se ler. O mundo também é assim, feio e triste. Uma abraço a todos/as.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bola (com açafrão e manjericão) de frango

A família Sousa adora sair à noite no verão, jantar às tantas e quebrar todas as regras. Todos os verões são assim cá por casa. Ainda onteontem fiz pizza para o lanche e depois ao jantar ninguém tinha fome. Fomos para a rua e quando demos por nós eram onze horas. O que quer dizer que jantámos mesmo tarde. Sentir-mo-nos livres, sermos loucos e fazermos o que nos der na telha também é bom para a saúde mental, e sei que pelo menos uma parte do verão posso me sentir assim. Livre. Sem horários, sem regras e virar tudo do avesso se bem entender. No fundo, serei sempre uma rebelde, que a idade tentou disfarçar, que a idade ajuizou, mas que ainda vive dentro de mim, e eu deixo-a sair para fora nesta época. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Salame de chocolate (com leite condensado e sem ovos)

Um destes fins de semana recebi uma visita tão boa de uns amigos bem especiais. E claro, fui logo para a cozinha fazer um miminho para recebe-los. Pensei num salame, pois a criançada gosta sempre, bem, afinal há um rapazinho que eu não sabia que não gostava de chocolate. Nem sempre consigo acertar, mas a minha intenção é sempre boa. E como estamos no verão, e havia também uma grávida, o salame foi obviamente sem ovos. Esta é uma forma mais pegajosa de fazer salame, e não pensem em pôr as mãos na massa, porque vão ficar com ela colada nas mãos e será só desperdício. Eu gosto muito de ter opções, portanto cá vai mais uma forma de fazer salame aqui no blogue.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bacalhau cru desfiado com alhos, coentros e azeitonas

Lá por casa às vezes reclamam que eu não repito as receitas e que há muitas no blogue que nunca mais fiz. Eu acharei sempre que eles estão errados e têm falta de memória também. Esquecem que o dia só tem 24 horas e o mês 30 dias, e mesmo que eu viva até aos 100 anos, nunca poderei fazer todas as receitas do mundo. Sou, ou aliás, considero-me uma pessoa bastante equilibrada, e sei que repito muitas vezes as receitas e faço outras tantas novas, pois só assim posso praticar e melhorar, caso disso, é esta que hoje partilho, mais uma forma simples de temperar este petisco que continuo a considerar muito agradável.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Creme de laranja (sem ovos) com framboesas e mirtilos

Um dias destes lá em casa, o "mais-que-tudo" queria uma sobremesa. Como não havia, decidiu inventar, mas mal, claro. Abriu uma lata de polpa de manga e misturou com iogurte natural, e parecia mais uma sopa de manga que uma sobremesa, porque não fez o equilíbrio certo nas dosagens. Lá comeu, mas reclamando que não estava nada bom. Uns dias depois decidi pôr-me à prova e fazer uma sobremesa rápida, daquelas que fazem um certo figurão, mas pateticamente fáceis de fazer. Pensei em leite creme, mas nessa semana comemos ovos noutras receitas, e pus logo de parte a hipótese de usar ovos. Como sou do tempo das papas de farinha torrada, porque não um creme de laranja, sem ovos e com farinha para engrossar? Eu acho que ficou bem saboroso.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Caril de (tiras de) peru

Depois de mais um fim de semana bem agradável, em que já só se contam os dias que faltam para as férias em conjunto, nada como iniciar a semana com um caril. Um caril que já foi feito à imenso tempo, mas que nunca passa de moda. Quem gosta de cozinhar como eu, tem sempre em casa de reserva  algumas especiarias que eu chamo de "safa refeições" e leite ou creme de coco, que foi o que utilizei para este caril que o quis mais cremoso desta vez. Acho que não preciso de dizer mais nada. Com algumas especiarias, uma proteína (mesmo ainda que seja peru que é uma carne mais seca) e arroz basmati a acompanhar, serve-se uma refeição bem saborosa. Complicar para quê?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Gelado de baunilha com creme de limão

Havia leite condensado, havia natas, havia bons aromas para juntar a um geladinho e havia a ajuda da Dulcis com o creme de limao. O que é que se quer mais? Tenho a malta lá em casa mal habituada e não tenho outro remédio que ir para cozinha fazer coisas boas para os ver felizes.  A Estou cá para isso e muito mais. Bom fim de semana!


terça-feira, 7 de julho de 2015

Caracoletas assadas com molho de manteiga, mostarda e salsa seca

Hoje sai mais um petisco da minha cozinha. Pode fazer alguma impressão a cozinhar, mas temos de ser duros, como dizia o outro. Mas não se preocupem que quando puserem as caracoletas no grelhador, não as vão ver a fugir a todo o vapor, é para isso que as colocamos primeiro no sal grosso  para elas irem para dentro. Aconselho a não as deixarem no sal demasiado tempo, pois se o fizerem, elas ainda produzirão mais viscosidade, apenas deixem o tempo suficiente para elas recolherem. Se bem que dizem que esse é o truque, mas eu dispenso essa parte, pelo menos em casa. Gosto de ir pincelando com o molho quando estão a grelhar, mas se preferirem, sirvam-no à parte.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bacalhau cru desfiado com molho de 3 pimentos

Este fim de semana foi mais caseiro, a contrastar com o anterior que não parei em casa. Tratei da casa, das limpezas, vimos filmes no sofá com direito a pipocas, lanchámos num dia e no outro almoçámos fora depois da natação, brincámos e preguiçámos muito e eu ainda tive direito a uma soneca ontem. Eu na companhia do "piolho encardido", enquanto o "mais-que-tudo" esteve no curso o fim de semana inteiro. Mas não seja por isso, mesmo que só os dois temos direito a tudo. Pensando bem, até foi um fim de semana simpático. Hoje confesso que estou cansada, pois que este "piolho" tem muita energia e quando não há pai em casa, não podemos trocar de turno :). Para compor o almoço de sábado decidi dar a conhecer ao "piolho" este prato de bacalhau crú, que tantas vezes comi na minha infância, embora sem os pimentos. Estava na dúvida se ele ia gostar, mas como sempre, este puto "bem treinado" adorou, e cheira-me que vai ser um "bom vivant", a julgar pelo vejo. Uma entrada, um petisco a juntar a outros para compor a mesa, ou simplesmente matar das saudades de casa, e o melhor é que não é preciso usar o fogão.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Gaspacho alentejano

Eu prefiro gaspacho assim, já ele gosta mesmo é do alentejano. Depois de quase um mês a pedinchar-me, ontem foi dia de lhe fazer a vontade. Bem fresquinho, bem temperado, bem económico e bem fácil de fazer, com a maioria dos ingredientes que temos sempre em casa. Tenho impressão que lhe vou fazer mais vezes este verão. Agora um reparo, sabem que desde que tiro a casca ao pepino, tenho menos problemas com a digestão e não só? Toda a vida deixei um pouco da casca, porque toda a gente dizia que se devia fazer assim, mas eu cá acho que temos de pensar pela nossa própria cabeça, experimentar o "outro lado" e descobrir o que realmente nos faz melhor.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Conchas gigantes recheadas com frango e courgette

Já há muito tempo que não fazia conchas recheadas. O puto adora estas massas gigantes recheadas com qualquer coisa, "salpicadas" com queijo ralado e forno com elas. Não tem nada de transcendente fazê-las, é pôr mãos à obra e rapidamente recebo um sorriso e um obrigada pelo prato que lhe fiz. É verdade, este puto agradece-me sempre quando faço um prato que ele gosta, de uma forma muito carinhosa, que eu acho mesmo que não era preciso. Pois eu estou cá para isso! Para o ajudar a construir memórias, sejam elas de comida, lugares, experiências novas e tudo de bom que eu e o pai lhe pudermos mostrar.















terça-feira, 30 de junho de 2015

Salada mista de atum com molho de iogurte e coentros

Não há qualquer dificuldade para mim, preparar refeições rápidas e que agradem lá em casa. Eles adoram estas saladas em que cada um serve o que gosta. Há sempre tanta dúvida na escolha, mas a piada é que acabam por colocar um pouquinho de tudo no prato e depois adoram finalizar com este molho bem simpático de iogurte que substitui os molhos de maionese. Mas hoje especialmente escolhi esta salada para mimar duas leitoras que ontem não simpatizaram tanto com as lulas. Estamos no verão, queremos pratos mais leves e práticos e espero bem que elas apreciem, senão fica para amanhã outra receita até elas estarem contentes, porque da minha mesa ninguém pode sair insatisfeito.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Espetadas de lulas com pimentos e tomate cereja

Um destes dias, daqueles em que as gavetas do congelador vão ficando quase vazias, decidi que era altura de utilizar as lulas congeladas que foram ficando para trás. Como sempre, decido tudo à última da hora, e até serem transformadas em espetadas, passaram por lulas recheadas, grelhadas ou em jardineira. Lá em casa tenho um grande apreciador de lulas, por isso fiz os possíveis  para animar e colorir esta refeição. Embora sejam pequenas e não tão boas como as grandes e frescas, a vontade de agradar era maior, e acho que não me sai nada mal, porque às vezes menos é mais. Complicar para quê?


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mousse De Creme De Limão

E que bom que é receber um sms logo pela manhã cedo de uma das minhas amigas de longa data, a Lena. Pois que sonhou que eu tinha ganho uma estrela Michelin e que lhe tinha dito que agora a minha vida fazia sentido. É claro que foi um mimo tão bom, ela me incluir nos seus sonhos e ainda por cima escolher um final tão feliz para mim. É claro que eu tinha de estudar muito, comer muita açorda e pão com codea para algum dia isso acontecer. É claro que nesta fase da minha vida eu não sonho com isso, nem faço por isso, porque não sou assim tão segura de mim e não me acho assim tão boa. Mas é claro que o que me interessa, é que eu tenho poucas mas boas amizades, e ao fim de tantos anos, elas ainda me querem tão bem e nunca me desiludem. Obrigada miúdas! Obrigada Lena, Monica e Patrícia. Apesar de vocês nem se terem apercebido, este ano fizeram-me acreditar de novo no Mundo, e voltar a abrir o meu coração para a humanidade, e se há coisa que eu não abro mão é de vocês! Hoje a sobremesa é para elas e com o patrocínio da Dulcis, como prova da minha amizade, e apesar de me ter "perdido por ai", elas fizeram-me voltar e a minha amizade será sempre transparente e sem cobranças, tal como devem ser as amizades. E hoje pareço um peru inchado, bem recheado com amizade.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Truta salmonada em papelote com sementes de funcho

Ao fim de semana gosto sempre de pôr um grande peixe no forno, e assim receber o "mais-que-tudo" para jantar à vinda do seu novo curso. Chegue a que horas chegue, eu e o "piolho encardido" esperamos pacientemente por ele, enquanto me vai enviado sms a contar os minutos que demora. Para poder dar toda a atenção ao "piolho", o jantar tem de ser prático e nada melhor que o forno sair limpo no final. Qualquer peixe ao sal ou em papelote é perfeito para mim. Acompanhámos com um cuscuz simples e bem aromatizado com várias especiarias.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Gelados de framboesas com iogurte grego

Têm saído muitos gelados da minha cozinha. A malta lá de casa já está a ficar muito mal habituada, e a culpa divide-se por todos. É minha porque adoro mima-los, e deles porque adoram come-los e experimentar novas combinações, e ficam tão contentes quando eu digo que tem gelado novo para provar. No meio de tanta caloria de natas, tenho de ser razoável e intercalar com uns gelados mais leves. Iogurte e framboesas, tão bom... Se preferirem um pouco mais saudáveis não juntem açúcar, nem mel, embora eu ache que o gelado docinho sabe bem melhor. Fica ao critério de cada um.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Bolinhos de coco (com farinha de milho)

Começo a semana com uns bolinhos secos tão fáceis de preparar, que nem me dei ao trabalho de usar a batedeira. Para as noites frias que o S. Pedro teima em nos oferecer, acompanhar o café ou chá com um bolinho simples é perfeito. Boa semana!


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Gyosas de porco

A primeira vez que levei o meu amor pequeno ao Sushi, ele vibrou com a experiência. Comemos tanto, mais do que devíamos, além de que a conta não me agradou nada. Este pequeno homem já come como um adolescente com as hormonas saltitantes, por isso, decidi fazer em casa uma das entradas que ele adorou. Estes pequenos pastéis, bolinhos, raviolis japoneses, o que queiram chamar, são viciantes e não conseguimos parar de come-los. A primeira vez fiz 30 e cá em casa acharam pouco. Desta vez fiz 60 e concluímos que 80 era o ideal. São fáceis de fazer e praticamente o que custa mais é fechar a massa, principalmente se tiverem umas mãos desajeitadas como as minhas, mas nada que não se resolva, até porque a ASAE não entra cá em casa e esta é uma cozinha despreocupada e longe de ser perfeita, até porque eu tenho bem mais que fazer. 
Gosto de acompanhar com beterraba e nabo cortado o mais fino que conseguir, tal como nos servem no nosso restaurante preferido, e é uma maneira de por o "piolho encardido" a comer beterraba sem questionar nada. A receita foi inspirada no programa da Filipa Gomes (ver o vídeo como uma boa ajuda para perceberam como se fecha a massa), que, como sabem, sou fã n.º 1. Algumas alterações adaptadas aos ingredientes que dispunha e está feito.